Lilypie Angel and Memorial tickers

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não se pode tentar resolver o que é dramático com o trágico!


A discussão que acontece hoje no Brasil a respeito da decisão do ministro do STF sobre os fetos anencéfalos  causa amplo debate. Eis aqui basicamente dois questionamentos que me chamaram a atencão:
 
1º questionamento:
Os fetos com diagnóstico de anencefalia já não estão mortos?
Não, não estão mortos!
Os quadros de anencefalia podem variar em grau. Alguns apresentam maior comprometimento de estruturas neurológicas, outros menos. Não se deve pensar que essa malformação tenha uma única característica ou seja rigorosamente definível.
Entre os recém-nascidos anencéfalos nascem vivos 2 de cada 3 casos. 
O próprio diagnóstico da “morte cerebral” – método empregado em outras circunstâncias para o diagnóstico da morte para, por exemplo, autorizar a remoção de órgãos para transplantes – apresenta grandes dificuldades técnicas, devido ao conhecimento ainda imperfeito da neurofisiologia neonatal.
O Comitê Nacional de Bioética italiano, manifestando-se a respeito da avaliação das capacidades do recém-nascido anencéfalo, admite que “a neuroplastividade do tronco poderia ser suficiente para garantir ao anencefálico, pelo menos nas formas menos graves, uma certa primitiva possibilidade de consciência. Deveria, portanto, ser rejeitado o argumento de que o anencéfalo, enquanto privado dos hemisférios cerebrais, não está em condições, por definição, de ter consciência e experimentar sofrimentos”.
 
2º questionamento:
E o sofrimento dos pais? Não é mais lógico interromper essa gestação, uma vez que mesmo que a gestação chegue ao final a sobrevida dessas crianças será breve? Dessa forma não se abreviaria o sofrimento dos pais?
O diagnóstico, por exames sorológicos e ultra-sonografia, muitas vezes é feito antes da vigésima semana de gestação. Ainda segundo o Comitê italiano, apesar de uma expectativa de vida reduzida não é sempre possível, no caso dos anencéfalos, definir a iminência do óbito, e a duração da vida pode ser influenciada em muito pelos tratamentos intensivos.
Trata-se de uma situação que se reveste de grande dramaticidade, tal qual as de tantas outras situações clínicas, como, por exemplo, a dos chamados “pacientes terminais”, onde a probabilidade de morte é grande.
Essa dramaticidade exige de todos uma atenção especial para com os pais, que necessitam de amparo não só no aspecto psicológico, mas também espiritual. É uma situação que tem de ser enfrentada, como tantas outras igualmente dramáticas. Temos de ser realistas e admitir que é uma situação complexa que vai exigir um esforço de caridade não só das pessoas mais diretamente envolvidas, como os pais, mas também de todos os que estão em torno dessas pessoas, da comunidade que as cerca.
Enfrentar a dramaticidade dessa questão é que é, para muitos, difícil e trabalhoso. Aqueles pais infortunados, vítimas da situação, muitas vezes se verão sozinhos, debilitados pelo sofrimento, pois o sofrimento vivido na solidão debilita a pessoa e ela, assim, de boa índole, pode se deixar levar por supostas soluções imediatas, sem se dar conta das suas implicações.
Nesse sentido, algumas pessoas propõem a “interrupção da gravidez”, jogo que oculta o que realmente se está propondo: o aborto provocado.
Assim, na busca de uma solução para o sofrimento, para a dramaticidade inerente à situação tratada, o aborto apresenta-se como uma “solução” trágica. Não se pode tentar resolver o que é dramático com o trágico! No dramático existe a possibilidade de uma positividade, no trágico só a destruição.
E por que é que o aborto é uma tragédia? O que é e como é feito o aborto? Quais são as suas conseqüências para os envolvidos? Sem se enfrentar essas questões, não se está enfrentando a situação de forma séria e honesta.
Muito sinteticamente, essa “interrupção da gravidez”, esse aborto, se realiza de duas formas.
Numa delas se mata o feto ainda dentro do útero da mãe, por meio da injeção de substâncias químicas diretamente no feto. Injetam uma droga (usualmente cloreto de potássio) e então ocorre a parada do coração do feto (morte). O cloreto de potássio é a droga utilizada nas execuções de criminosos condenados à morte nos EUA; causa tanto sofrimento que, nessas execuções de criminosos condenados, injetam-se primeiro fortíssimos analgésicos.
A primeira vítima é a criança; a segunda vítima, a mãe, que, agora, deverá se submeter a “curetagem”, às vezes tendo de aguardar horas para que se realize esse segundo procedimento, pois na clínica em que se fez a injeção letal não se faz a curetagem, realizada em hospitais públicos ou pronto-socorro.
Numa segunda forma de promover o aborto, o processo do parto é provocado, por meios mecânicos ou químicos. E aí a criança nasce: está viva. Devido à prematuridade do parto em relação à idade gestacional ou devido a limitações orgânicas decorrentes de anomalias (como pode ser o caso de anencéfalos), essa criança precisa, como qualquer outra, de suporte para continuar viva: precisa receber nutrientes, ser acomodada num ambiente adequado, etc. Resta, então, que morra sozinha, o que pode acontecer em alguns minutos ou em algumas horas, dias...
Num e noutro caso, não podemos esquecer também das seqüelas a médio e longo prazo. Muitos são, nesse sentido, os testemunhos dolorosos de mães, pais, avôs e avós, profissionais da saúde. Só que esses testemunhos não chegam à mídia, na qual só se divulgam declarações de pessoas “independentes” e “resolvidas na vida”.
Não podemos ser ingênuos. Alguns investem em criar uma mentalidade que torne aceitáveis, naturais ou normais tais situações de aborto. E a questão dos fetos anencéfalos é apenas o trampolim para tanto.
O aborto é isso. Não existe aborto limpo. O aborto é, na sua essência e nas suas conseqüências, hediondo, pois só destrói.
Insisto: Não se pode tentar resolver o que é dramático com o trágico!
O que é dramático, numa perspectiva cristã onde se retoma o sentido da vida humana e da própria maternidade/paternidade, provoca, potencialmente, a possibilidade de que o belo e o próprio sentido do sofrimento possam emergir. Muitos são os testemunhos, não só entre pais de anencéfalos mas principalmente entre tantos que conviveram com pacientes desenganados pela medicina ou com filhos com deficiências, de que é possível viver uma positividade mesmo dentro da situação de sofrimento. Tudo isso, é claro, exige um caminho de vida, na comunidade da Igreja, e a Graça. Uma companhia de verdadeiros amigos com quem, muitas vezes com muita fadiga, compartilha-se o sofrimento e se alcança um sentido para a realidade, o sentido de positividade de cada acontecimento.


resumo da materia do site http://www.montfort.org.br

sábado, 3 de setembro de 2011

Sensibilidade a flor da pele

Muitas palavras podem definir um momento pós perda de uma mãe, mas uma palavra/sentimento que percebo que esta sempre presente é a SENSIBILIDADE. Depois que perdi minha filha, me sinto extremamente sensível diante de situações que antes seriam muito normais pra mim.
Coisas ou situações  que parecem pequenas, algumas até bobas me tocam e me incomodam de uma maneira que chega a ser até difícil de lidar.
Palavras me machucam como nunca, palavras e as vezes, a falta delas.
Praticamente sozinha procuro ser forte, levantar a cabeça e não deixar me abater, mas o acumulo de "dores" da alma muitas vezes pesa tanto que parece insuportável.
Cada dia é uma nova etapa, uma superação, vou seguindo, forte....forte...forte, mas tao sensível, tao fraca ao mesmo tempo.
Só quem já viveu sabe como é...

domingo, 7 de agosto de 2011

Uma Vitória em minha vida...

Em meio a momentos tão difíceis, tenho encontrado pessoas super especiais.
Algumas delas, a pouco tempo atrás eu nem conhecia, mas hoje são como se fossem parte da minha família...
Minha pequena Maria Vitória, que veio ao mundo um pouco depois que a minha filha, e já chegou cheia de propósitos, por meio desse anjinho eu conheci sua mamãe Janaina, e sua avó Carina, que se tornaram grandes amigas, pra todas as horas, até de madrugada, batendo papo, tomando café, e claro, embalando a Vitoria :)
E com muito carinho, fui nomeada a segunda mamãe da Vitoria, e passar os dias com ela tem sido muito bom pra mim.
Claro que eu olho pra ela e lembro da minha filha, penso que ela estaria assim também, mas lembrar minha filha não é ruim pra mim, não me faz mal, minha filha estará sempre comigo, no meu coração, e no meu coração a Vitoria também ganhou um lugar.
E tem como não babar?
Lindinha

Boneca de olhinhos azuis

Já ta quase uma moca

Eu e a Maria Vitoria

Fazendo biquinho

Amo muitooo ;)

Vitoria e suas mamães! menininha de sorte, tem amor e carinho de sobra.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Saudade

Quando a saudade dói demais, chorando eu fecho meus olhos e viajo para um mundo onde existe somente você e eu.
Nesse mundo eu tenho você no meu colo e posso olhar seu rostinho, pegar suas maozinhas, beijar, sentir seu cheiro...viajo... mas as lágrimas não param, e a dor não me deixa esquecer que é só um sonho, um desejo que não pode ser realizado, e que você não esta mais aqui.
E então a saudade fica ainda maior e o choro misturado com a dor cria um dolorido nó na garganta, dá vontade de gritar, é a sensação de que nada era pra ser assim.
Meu pedacinho que sempre estará faltando, meu pedacinho que se foi, quanta saudade ainda terei que enfrentar?
Sonhei muito com você, antes mesmo de cogitar a sua existência. Você chegou e foi meu maior presente, mas infelizmente você se foi minha filha, e hoje, só posso sonhar com você novamente.
Nada substitui você minha princesa, pra sempre te amo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O poder que o tempo tem.

Dizem que o tempo cura todas as feridas...
Será?
Tenho percebido que a percepção do 'passar dos dias' tem mudado muito em cada fase da minha vida, especialmente falando desde o dia em que eu descobri que estava gravida da Aninha...
Quando eu soube da minha gravidez, eu estava de 6 semanas, parecia que os dias não passavam, eu contava cada dia, e os sete meses e meio que ainda vinham pela frente pareciam uma eternidade...
A ultrassom marcada para a 16ª semana parecia não chegar nunca, eu queria muito saber o sexo do meu bebe, pra poder começar logo a comprar...tudo rosa ou tudo azul??
E foi nessa ultrasson que eu tanto esperei, que eu soube que meu bebe tinha anencefalia...na primeira ultrasson nem foi me dito o sexo, e eu, perdida, nem tive como perguntar.
Soube que era uma menina no dia seguinte, na segunda ultrasson, que foi pedida pela minha medica para confirmar o diagnóstico.
Foi o dia mais difícil da minha vida, o pior dia.
Pensei que não suportaria levar adiante, e nos primeiros dias após a descoberta não vi os dias passar...
Mas a decisão estava tomada, eu iria seguir em frente, mas havia ainda outra decisão...
Seguir em frente chorando e se lamentando... ou seguir em frente feliz, e passando pra minha filha os melhores sentimentos que eu podia ter dentro de mim...
E eu escolhi a segunda opção...pensava sempre nela, e não no seu problema, e assim fui muito feliz, não via a hora de aparecer o barrigão, comprei muitas roupinhas, fraldas, sapatinhos, tudo que a minha menina tinha direito!!
E os dias ainda demoravam passar...
Quando eu estava com quase 8 meses, tinha consultas mais frequentes, e em cada consulta, médicos fazendo questão de me lembrar que minha menina não viveria, e eu comecei a desejar que o tempo parasse.
Eu sabia que depois que ela nascesse nada seria certo, ninguém sabia dizer quanto tempo ela viveria.
Cada dia que passava era menos 1 dia pra ter ela aqui, literalmente saltitante dentro de mim.
E esses últimos dias foram angustiantes, num tempo em que a maioria das mães não vê a hora de ver o rostinho do seu bebe, eu preferia não vê-la, a ter a incerteza de quanto tempo ela viveria.
Se eu pudesse deixaria ela pra sempre viva aqui dentro de mim.
Mas eu sabia que teria que enfrentar, uma hora iria acontecer, e o pior, não estava em minhas mãos o poder de mudar essa situação.
Nos últimos dias 24 horas pareciam que não eram suficientes pra mim.
8 meses :)

No dia em que ela nasceu novamente eu perdi a noção do tempo, o tempo não importava pra mim, minha filha já não estava mais aqui...
E os dias seguintes eram torturantes, a falta que ela me fazia, o vazio que deixou, vazio em meu ventre, vazio em meus bracos, a dor muito recente, tudo como não era pra ser...
Nas primeiras semanas eu falava muito pouco nela, doía demais falar, apesar dos pensamentos estarem com ela em todos os momentos.
E então hoje, 4 meses se passaram, e eu notei que os dias estão começando a passar novamente, percebi que esta ficando mais fácil falar sobre ela, falar seu nome, e sei que essa sensação não vem de graça, eu tenho me esforçado muito para ficar bem, tento ser feliz por ela, sei que minha filha gostaria de me ver bem.
Por nenhum instante eu esqueci dela, minha princesa está sempre em meu coração.
A vida me impôs essa situação, só me restou enfrentar, a solução não estava em minha mãos, mas a maneira que eu conduziria essa situação, isso sim dependia de mim, e a cada dia que eu penso nela, sinto no meu coração a doçura da sua existência, minha mais doce lembrança, minha princesa.
Hoje quando olho pra trás, parece tudo tão perto e tão longe ao mesmo tempo, parece que tudo passou rápido e devagar ao mesmo tempo...
Talvez um dia esse tempo me faça entender o porque, mas esquecer, jamais, minha filha estará sempre aqui, estamos ligadas pelo amor eterno.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Muito emocionante, vale a pena assistir

Esse vídeo foi postado no blog da minha querida amiga Joana, mãe da linda Vitoria...
Me emocionei muito quando assisti, o vídeo fala sobre aborto e anencefalia.
Quantos "eu te amo" você conseguiria dizer em alguns minutos de vida?
Só isso já vale a pena.
Pra sempre te amo minha filha.

A continuacao desse documentario, assista no blog http://vidaeamorincondicional.blogspot.com )

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mãozinhas lindas, gordinhas e perfeitas!

As mãozinhas da minha princesa, foi a primeira coisa que notei...tão lindas! gordinhas!
Saudades de você meu amor...Te amo*
São lindas mesmo né <3
Jamais vou te esquecer